desperdida disse: Boa noite, Fher.

Boa noite, lindona.

sailorpocket disse: Ah entendo, sei bem como é isso. Que bom que não vai nos abandonar <3 *0*

Não abandonarei jamais (a não ser que me aconteça algo). ♥ *-*

Por favor, não me peça para não chorar, porque você também sabe que a saudade dói - machuca o coração, sabe o quando é ruim ficar longe da pessoa que se ama. Então, quando me ver chorar por isso, só fale que me ama e que não vive sem mim, isso não vai fazer com que a saudade e a vontade de estar do seu lado diminua, mas vai me ajudar a me sentir um pouco mais importante pra você. Eu sei que pra você isso parece ser pouco, mas pra mim é o suficiente. Sua presença sacia todas as minhas vontades, por isso digo: você é tudo pra mim.
Mas está faltando amor. 
Vasos chineses se quebram. Copos de cristal, ventiladores de teto, discos da Tina Turner, se estivermos com sorte. Pessoas nunca, a não ser quando esquecem de olhar os dois lados. Mas emocionalmente falando, não. Quem sou eu pra dar pitaco na sua fossa? Ninguém. Você levou um tombo e tanto, e pronto. Se machucou, ok. Dói, eu sei. Perdeu sua capacidade de amar, verdade. Ou não. Não existem verdades, apenas versões, na minha versão. Sei bem como funciona, quantas vezes já fui dispensado do amor. Muitas. Quis quem não me queria, amei quem enganava, compartilhei unilateralmente, acreditei no sonho hollywoodiano, me quebrei, levantei, desisti, contei mentiras, interpretei. Parece propaganda de telefone celular via rádio estrelada pelo Fábio Assunção, mas é só minha versão daquele trânsito caótico de um amor para outro. Você não se quebrou, eu não me quebrei. Nascemos com a disposição natural para o amor. Falo por você e eu, não pelos bárbaros da história - Hitler, por exemplo. Sim, não conseguimos imaginar viver sem, sentimos saudade, choramos, compramos discos e livros por impulso, atravessamos sábados com calças de abrigo revisando filmes melancólicos. (…) Bem, como gosto disso de sofrer com pés na bunda, resolvi amar de novo, a contragosto, paladar típico de um desistente. Cafés da manhã românticos, passeios de mão, festas em família, palpites de sogra, distribuição de beijos e mordidas em pezinhos pequenos. Viajamos pelo mundo sem sair de casa.
Gabito Nunes. 
Eu gostava tanto de quando o amor era inocente e puro. Quando era apenas conto de fadas, amor de infância. Quando não havia corações partidos, quando eu colocava minha cabeça no travesseiro e não sonhava com você ou ia dormir aos prantos, dividindo o travesseiro com as lágrimas, quando eu escutava uma música e mal podia entender o que sua letra significava. Áh, como eu gostava.
Mas está faltando amor. 
Eu gostava muito de você. Era tão bonito, era tão intenso. Acreditava no pra sempre. Imaginei uma casa, uma família, uma coisa só nossa. Um esconderijo, um refúgio, um paraíso. Cada vez que eu pensava em você me dava um calorzinho no peito. Cada vez que abraçava você o mundo parava de rodar por um segundo. E eu achava que aquilo era amor, achava que aquilo era o certo, achava que a gente era certo um na vida do outro. Mas não foi. Não fui. Não fomos. Não somos.
Clarissa Corrêa. 
Eu realmente não consigo idealizar alguém apaixonado por mim. Eu não consigo imaginar alguém pensando em mim antes de dormir, ou contando para os seus amigos sobre mim com um sorriso bobo. Eu não consigo imaginar ninguém nas nuvens porque eu disse um “oi” ou qualquer coisa assim. Não consigo imaginar alguém sorrindo para a tela do computador quando a gente está conversando. Sei lá, só não consigo.
Desconhecido. 
É tão deprimente você ter sido tão machucado sentimentalmente à ponto de não conseguir sentir mais nada por ninguém.
Mas está faltando amor. 
Eu vou tentar mais uma vez, eu vou atrás, não vou ter medo, eu vou bater, eu vou entrar eu vou chegar mais cedo mais uma vez. Quem é você que não me vê, cadê você que eu não vejo, cadê você pra me dizer que tudo isso vai passar? Eu vou entrar na tua casa eu vou entrar na tua vida eu vou sentar e esperar tu me mandar embora mais uma vez quem é você que me esqueceu. Cadê você que eu não esqueço? Quem é você que me prendeu e depois me deixou pra trás? Que não vai voltar Por mais que eu cante, escreva, toque não vai dar. Você não vai mudar sabe que sozinho eu não sei aonde ir você não vai mudar sabe que sozinho eu não sei aonde ir. É claro que tu vai dizer que nunca soube o que eu queria que fica fácil pra você se agora já não vale o que passou os teus amigos, meus amigos, não conseguem dizer nada os meus amigos, teus amigos, dizem que não sabem mais quem eu sou e eu não vou ficar te procurando aonde eu posso encontrar alguém pra me mudar.
Esteban.  
Eu olhei pela última vez o meu celular naquela noite. Não havia uma mensagem, não havia nem um sinal de vida sobre você. Eu sentia tanto a sua falta que meu coração doía toda vez que batia.
Nós, cheio de nós.
Nenhuma dor é eterna, assim como o dia, ela tem começo, meio e fim. Um fim frio - sem saudades ou arrependimentos.
Mas está faltando amor. 
O modo como você vê o mundo é encantador, e isso acaba contagiando todos que vivem ao seu redor. Você vê uma esperança, um brilho no olhar das pessoas, uma expectativa, algo tão inocente. O mundo seria rico demais se houvessem pelo menos mais duas ou três de você, amor. Você tem um coração de criança, em um corpo de mulher, isso te diferencia das demais. E é exatamente isso que me faz te amar mais e mais a cada dia que passa, como você mesma diz. E no meio de tantas certezas e de tantas dúvidas, quero que fique bem claro o que sinto por você e que por você eu vou até o fim.
Eu te amo.
Cassie aos olhos do seu amor, Tickets of Cassie, parte 2.
[…] Não sinto sabor de derrota, muito pelo contrário, sinto libertação, uma imensa libertação. É como se tivesse desfeito de um guarda-roupas cheio de remendos e dado espaço à roupas de grife. Estou em uma eterna viagem à Paris, chega de passar o dia inteiro jogada na cama remoendo as migalhas jogadas ou o leite derramado. Chega de tudo isso. Inicia-se uma nova jornada, uma nova vida, uma nova Cassie e um novo amor.
Tickets of Cassie, fim do primeiro livro.